31/08/2010

Duas visões, o mesmo mundo

Há quase um ano estive mergulhada em questões da defesa do social, do preto, do favelado. Favelado sim, porque não gosto da expressão comunidade. Comunidade todo mundo pertence a uma. Seja ela rica, pobre, classe média, para ficar aqui na quetão social. Comunidade deriva da palavra comunhão, do ser comum. Isto quer dizer que vi muitas questões que não faziam e não fizeram parte da minha vida durante a adolescência. Não porque não convivia com pretos ou com gente de renda baixa. Mas sim porque isto nunca foi importante pra mim. O papo das favelas era comum pra mim, pois minha mãe trabalhava em várias delas, sempre ativa nas questões sociais. Pretos eu vivi com eles de perto, não importando pra mim a sua cor, e sim o que tem de melhor dentro de si. Mas convivendo com estas pessoas de perto, pretas e de origem das favelas, pude perceber o quanto elas é que são preconceituosas com elas mesmas. Pois usam o discurso da favela e do preto como desculpa pra tudo que dá errado com elas. Não conseguem sair deste ranso social, deste estigma.
Ok. A escravidão existiu. Não podemos negar. Mas não podemos culpar todos os brancos por isso, assim como não vamos acusar todos os favelados de serem bandidos.
vocês devem estar pensando que estou sendo radical, elitista, burguesa. Só estou sendo realista. Constatando um problema social grave. Um preconceito sério. Porque se estas mesmas pessoas lutam por um mundo mais justo, mais equilibrado e com igualdade de oportunidades, porque culpam os brancos de todas mazelas de sua raça? Porque usam sua cor como desculpa pra tudo?
Lutemos por igualdade, lutemos por justiça, lutemos por melhores condições de vida, lutemos por uma educação melhor, lutemos pelo fim do racismo...seja ele contra pretos, brancos ou amarelos.
Lutemos juntos, porque afinal habitamos todos os mesmos mundo.
Avante! É pra frente que se anda.